SANTOS
Ah! a meia-nudez das praias espartilhadas em neblina...
Minha alma nutre-se
do sal marinho
e embebeda-se
na maresia
dessa cidade-sereia
a enredar-nos todos
com sua antimúsica.
(O mar abre-se
em espaços:
razões de permanência).
(CLÁUDIA -14/06/83)
Há alguns anos, escrevi esse poema, tentando expressar os laços ente mim e a cidade onde nasci. O texto original (manuscrito, que inspiração poética e versos digitados diretamente no PC não combinam comigo) estava até agora não numa gaveta, mas numa caixa, junto com outros, alguns já publicados, alguns inéditos.
Há poucas semanas, numa tarde bonita e fria de inverno, fui caminhar na praia e tirei fotos da paisagem. O poema e a foto deram origem a esse LO que estou postando hoje. Acho que o scrapbooking veio para ficar na minha vida...